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Amor & Amoras

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O tal do amor próprio


A minha história com os padrões começaram muito cedo. Quando eu era ainda muito nova pra entender, fui apelidada por colegas da escola de “Mônica”, por causa dos meus dentes grande, que na época eram pra frente (antes do aparelho). A partir daí comecei a entender que tudo que fosse em excesso ou escasso era considerado “feio”, estranho...


Com a separação dos meus pais (aos 10 anos), o meu “lugar seguro” desmoronou e eu acabei me tornando uma criança angustiada, que preferia ficar calada do que trazer ainda mais problemas pra casa. Comecei pela primeira vez a descontar meus conflitos internos na comida. Na adolescência passei a me esconder em casacos - até mesmo no verão. Eu queria ser as garotas das capas de revista, mas me sentia gigante ao me olhar no espelho - não era. Lembro até hoje as muitas vezes que minha mãe falou “um calor desses e você de casaco” e eu inventando uma desculpa qualquer “é que eu gosto”, “eu to com frio”, “já, já eu tiro”. Por muitas vezes achei que me amar do jeito que sou, era errado. Por muitas vezes quis não ser eu.

Quem me conhece por aqui ou há pouco tempo, pode não perceber o fantasma da depressão que me assombra e a baixa auto estima que costumava me acompanhar. Hoje, ser eu, não é mais motivo de vergonha, e sim de orgulho. Só nós mesmos sabemos as cicatrizes que trazemos no peito e cabe à nós encontrarmos a forma mais positiva possível de lidar com elas.


A luta pelo amor próprio é um exercício diário que venho fazendo há muitos anos.

Quero ser saudável de corpo, alma e mente também.

A Evelise do passado jamais postaria uma foto dessas (à direita), mas a Evelise de agora ama o corpo perfeito em que habita e pretende inspirar pessoas a acreditar que também são perfeitas - do jeitinho que são. Não se desculpe por ser você, respeite o outro por ele ser quem é também. O amor vencerá!

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